Agropecuária
Comissão de Meio Ambiente da CNA debate participação do Brasil na COP Clima
08/11/2018 às 15h24

A Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quarta (7) para discutir as contribuições do setor agropecuário no cumprimento das metas brasileiras de redução das Emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEEs).

O trabalho que está sendo feito pelos produtores rurais será defendido pela Confederação na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), que acontece em dezembro, na cidade de Katowice, na Polônia.

De acordo com o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, a agricultura brasileira tem uma série de responsabilidades a serem cumpridas até 2030, para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

“Dentro da atividade econômica brasileira, o setor se comprometeu a plantar 12 milhões de hectares de florestas, 15 milhões de hectares em recuperação de pastagens, além de 6 milhões em integração Lavoura-Pecuária-Floresta”.

Segundo Nelson, todas essas ações estão sendo cumpridas e o setor está disposto a ser cada vez mais sustentável, produzindo mais no mesmo espaço.

Outro assunto debatido no encontro foram os impactos da revisão dos limites da reserva da biosfera do cerrado no setor agropecuário. O novo desenho, aprovado pela Comissão Brasileira do Programa Homem e Biosfera (Cobramab), ligada ao Ministério do Meio Ambiente pode comprometer a produção de algodão, milho, soja e pecuária da região Centro-Oeste.

“A cada dez anos, as reservas passam por um processo de revisão e, de acordo com essa análise, podem ser ampliadas ou reduzidas. O problema é que essa nova ampliação não levou em consideração as áreas ocupadas pelo setor agrícola”, disse o assessor técnico da CNA, Rodrigo Justus.

Para ele, é necessário um estudo e uma avaliação da reserva para que setores importantes não sejam afetados, prejudicando a economia do país.

Assessoria de Comunicação CNA/SENAR