FAEB
Faeb recebe ACM Neto para o Agro em Pauta
25/05/2022 às 13h26
Durante o evento, entidade entregou documento contendo as demandas do setor agropecuário ao pré-candidato ao governo


A Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) iniciou o diálogo com os pré-candidatos ao governo do Estado, a fim de discutir as principais demandas do setor. No primeiro encontro do “Agro em Pauta”, realizado nesta terça-feira (24), na sede da entidade, a diretoria da Federação recebeu ACM Neto (União Brasil). O evento contou com a participação do deputado federal Cacá Leão (PP), pré-candidato ao Senado; do vice-governador João Leão (PP), além de parlamentares, produtores e representantes do setor agropecuário e também de outros segmentos.

Ao destacar que o agronegócio (agricultura e pecuária) foi a mola propulsora da economia brasileira, sobretudo no período de recessão provocada pela pandemia, o presidente da Faeb, Humberto Miranda, apresentou um balanço do setor. “No período mais crítico, muitas empresas demitiram em massa e, pior, encerraram suas atividades. Enquanto isso, o agro não parou. Nós trabalhamos arduamente para garantir a segurança alimentar da população e para continuar gerando empreendo e renda”, pontuou.

Sozinho, o setor representa quase 25% do PIB do Estado, com potencial para ampliar essa participação, não fosse os gargalos enfrentados da porteira para fora. “A Bahia tem o semiárido mais chuvoso do Brasil, as melhores terras para se plantar, incidência solar e clima favoráveis. Temos também tecnologia de ponta para o campo, mas não adianta termos tudo isso, se não termos  estradas para escoar a produção e capacidade elétrica para instalar agroindústrias”, ressaltou Miranda.

A pauta de reivindicação do setor é extensa e contempla ações nas áreas hídrica, de segurança jurídica, defesa sanitária e de infraestrutura. As questões levantadas resultaram na elaboração de um documento assinado conjuntamente por várias entidades do agronegócio, entregue ao pré-candidato. Além do ofício, Neto recebeu também um livro sobre as ações da Federação e o balanço da agropecuária baiana.

Sobre o fortalecimento agricultura no Estado, Neto disse que isso passa pela restruturação da Seagri e da Adab. Ele prometeu, se eleito for,  priorizar a tecnologia para aumentar a produtividade do setor. “Como nosso primeiro compromisso, vamos reestruturar completamente a gestão pública e mudar a postura e cultura do posicionamento do governo em relação à agricultura. É uma providência a ser tomada na transição, caso eu seja eleito. Vamos sentar e redesenhar completamente, vamos afastar a politização, priorizar e prestigiar os elementos técnicos. Será uma secretaria técnica, voltada para resultado, produtividade, meta de gestão”, salientou.

O pré-candidato ressaltou que o diálogo com os produtores será permanente. “A agência (Adab) precisa ser fortalecida, precisa ter sua excelência técnica, e nós vamos fazer isso.Isso é resultado econômico na veia, não tenho dúvida. É investimento, não despesa. Nós vamos fazer isso nesse redesenho. Para mim, a valorização do pequeno produtor, da agricultura familiar, é fundamental e decisiva. E eu não vejo porque fomentar conflito, antagonismo, ao contrário, todo mundo tem que trabalhar junto”, continuou.

Segundo o convidado, o próximo governo precisa mudar de postura em relação à Coelba. “No Oeste não tem base de energia para a indústria se instalar, assim como no Norte, em relação ao beneficiamento de frutas”, disse, ao ressaltar também a necessidade de investimentos em infraestrutura, acesso a linhas de crédito, inclusive para os pequenos produtores, e segurança, uma vez que o clima de insegurança atinge também a zona rural.

“É preciso olhar para a questão das nossas estradas, sobretudo das estaduais, de ligações que precisam ser feitas para integrar regiões e facilitar o escoamento da produção. Assim como da recuperação de algumas estradas que estão em situação muito precária, cuja consequência não é apenas atrasar e prejudicar o transporte, mas também trazer insegurança para quem transita pelas rodovias. Sabemos o quanto a Bahia ainda é dependente da sua malha rodoviária, mas é preciso ter uma visão mais ampla dos desafios de logísticas, olhar questões de aeroportos, portos e ferrovias é também fundamental para que essa base de infraestrutura esteja ela constituída na perspectiva de expansão do agronegócio em nosso estado”, pontuou.

O Agro em Pauta vai ter ainda a participação de outros pré-candidatos a governador.