Agronegócio
“O Brasil está condenado a dar certo”, afirma Paulo Guedes durante palestra em Salvador
27/09/2022 às 15h09
Atualizada em
Ministro da Economia se reúne com empresários baianos e analisa a situação econômica do País

As perspectivas para a economia brasileira foi o tema da palestra do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (26), no auditório do Senai Cimatec, em Salvador. O evento reuniu empresários do agronegócio; da indústria, comércio e serviços e do transporte para debater o cenário atual e as tendências econômica do País.

Guedes ressaltou que as importantes reformas, com destaque para a da previdência, alteraram a estrutura econômica brasileira, o que, em sua análise, rendeu ao país a atração de capital privado. “O Brasil é porto seguro para os investidores. A partir dos novos marcos regulatórios, passou a entrar investimento da iniciativa privada. Temos encomendados quase R$ 900 bilhões de recursos não públicos – o equivalente a dois planos marshall”, avaliou, fazendo referência ao plano executado pelo governo dos Estados Unidos para a recuperação dos países aliados da Europa, nos anos seguintes à Segunda Guerra mundial.

Com inflação na casa dos 3,9%, quando se esperavam algo em torno de 9,7%, como ocorreu no Reino Unido e Alemanha, o ministro avalia que a situação econômica do País é melhor do que previam os mais pessimistas. Segundo ele, foram criados 16 milhões de novos empregos nos últimos três anos e meio, ficando atualmente com uma taxa de desemprego inferior a 9%. “Precisamos fugir dessas narrativas políticas que prejudicam o país. O Brasil está condenado a crescer e vai crescer de qualquer jeito”, projetou.

Apesar dos rastros deixados pela pandemia da Covid-19, como a perda de 1 milhão de postos de trabalho formais, o ministro ainda arriscou dizer que o Brasil será, em um futuro próximo, uma das cinco maiores economias do mundo. “Já está escrito, não tem como dar errado. Somos potência digital, energética e agrícola. Temos tido um desempenho melhor do que se desenhava”, pondera.

Representando o presidente Humberto Miranda, a vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Carminha Missio, participou da abertura do evento, o qual denominou de “oportunidade de disseminar conhecimento e desmistificar falsas ideias”.

“Conhecimento e sabedoria é o que nós precisamos nesse momento tão polarizado que estamos atravessando, e nada melhor do que ouvirmos alguém que tem esse conhecimento, que ao longo dos anos adquiriu sabedoria, para que nós tenhamos uma luz. Independentemente de qualquer situação, precisamos ter um governo que, além de âncora, seja farol, referência, meta e esperança”, disse Missio, que foi a única mulher a compor a mesa diretiva.

“Sinto-me extremamente orgulhosa por ter saído do Oeste da Bahia, uma região essencialmente agrícola, e, sendo eu produtora, ter a oportunidade de aqui representar essa tão nobre Federação. Digo mais: agricultura, pecuária, comércio e indústria precisam cada vez mais unir esses elos que fomentam a grande cadeia produtiva do Brasil e a economia”, completou.

Guedes reafirmou o seu compromisso de, à frente do ministério, incentivar o setor produtivo brasileiro. “O Brasil está sendo descoberto agora. Vamos reindustrializar o País”, garantiu. O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Ricardo Alban, afirmou que o setor está disposto a colaborar. “Queremos e devemos ser cúmplices para o desenvolvimento econômico e social deste país”.

Para o presidente da Fetrabase e do Fórum Empresarial, Décio Barros, o encontro foi uma oportunidade para que empresários baianos tivessem perspectivas atuais sobre a economia do país. Ele aproveitou para elogiar as medidas de desoneração dos combustíveis. “Este esforço para diminuir a tributação que incide sobre os combustíveis se reverte num melhor equilíbrio para a economia brasileira”, disse.

Já o presidente da Fecomércio, Kelsor Fernandes, pediu mais atenção ao setor de serviços.  “Nossa categoria foi a que mais sofreu na pandemia e é uma das mais penalizadas com impostos. Somos o setor que mais emprega e precisamos que se tenha um olhar diferenciado sobre a nossa atividade, com menos tributação e mais acesso a crédito”, pleiteou.