Agropecuária
Palestrantes falam de trajetória e experiência profissional
11/10/2019 às 16h40


Ex-integrantes do Programa CNA Jovem edição 2016 foram palestrantes no 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio e no Youth Agribusiness Movement International (YAMI), eventos que ocorreram 8 e 9 de outubro, em São Paulo.

A presidente do Sindicato Jovem de Luís Eduardo Magalhães, Débora Strassburger, falou sobre o “o despertar de jovens lideranças do agro” no YAMI. Ela contou um pouco da sua trajetória antes e depois de participar do programa coordenado pelo Sistema CNA/Senar.

“Me inscrevi na etapa Regional e depois passei para a Nacional. Não sabia o que me esperava, era tudo muito novo e desconhecido, mas a gente precisa se permitir e encarar os desafios propostos”.

Segundo Débora, a edição de 2016 do CNA Jovem mostrou como lidar com conflitos de ideias e interesses e desenvolver a liderança e o autoconhecimento.

“O programa me desafiou a mudar o cenário que eu estava inserida. Pude conhecer o setor agropecuário e conviver com os jovens baianos. Foi uma sensação de pertencimento, pois quando desenvolvemos o papel de liderança, precisamos saber a que lugar pertencemos”.

Durante a palestra, Débora citou a criação da Rede CNA Jovem, que hoje conta com 355 participantes, sendo 228 jovens da etapa Nacional e 127 da Estadual. Ela destacou também a criação do Sindicato Jovem de Luís Eduardo Magalhães e a Comissão Jovem da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb).

“O Sindicato e a Comissão surgiram da necessidade de criar um espaço para os jovens, assim podemos desenvolver neles a liderança e unir a experiência das gerações que estão à frente das instituições com a inovação das novas gerações”.

Outra egressa do CNA Jovem de 2016 é a produtora rural e assessora de comunicação da CNA, Camila Telles, que palestrou no 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, evento paralelo ao YAMI.

Na arena de conhecimento sobre hortifruti, Camila falou um pouco da sua vida como influenciadora digital do agro e do empreendimento da família, a Hortaria, que surgiu após ela ter participado do CNA Jovem.

“O programa foi um divisor de águas. Quando voltei para casa, em Cruz Alta, interior do Rio Grande do Sul, tive a ideia de fazer algo diferente, levar o campo para a cidade. Conversei com meus pais, peguei um pedaço da propriedade e construímos a primeira estufa com alface, rúcula e agrião em sistema hidropônico, semi-hidropônico e convencional”.

Camila explicou que com o tempo, a Hortaria foi ganhando espaço e clientes e hoje funciona como uma assinatura. “Nós temos um grupo que faz pedido toda semana. No início, era um empreendimento 100% feminino, pois eu e minha mãe que produzíamos, colhíamos e ainda entregávamos nas casas dos clientes”.

Telles disse que a Hortaria foi algo que conseguiu agregar valor de uma forma inteligente. “Cada um tem sua forma e maneira de fazer as coisas é só começar de onde está, fazer o que pode e com o que tem. Eu acredito que hoje o agro tem voz e a voz é feminina”.

Assessoria de Comunicação CNA