Agropecuária
Participantes do Agro.BR conhecem detalhes sobre indicação geográfica e agregação de valor
05/08/2021 às 14h01

A programação do webinar “Marcas coletivas e Indicação Geográfica”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto Agro.BR, encerrou na quarta (4) com informações detalhadas sobre a propriedade intelectual.

A capacitação virtual, que reuniu 160 pessoas de todos os estados, teve o objetivo de mostrar aos empreendedores rurais informações sobre as vantagens e a agregação de valor na prática, além da apresentação de cases.

No segundo dia do evento, a especialista em propriedade intelectual, Maria Cláudia Nunes, explicou os principais fatores e mostrou na prática o que é necessário para obter a Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para identificar um produto ou serviço com determinadas características atribuída a uma peculiaridade regional ou reputação.

“É necessário o desenvolvimento de ações de fomento para o desenvolvimento e fortalecimento das organizações locais. As entidades representativas que serão detentoras dos ativos de propriedade intelectual precisam ser desenvolvidas e fortalecidas. Os membros dessas associações precisam estar intimamente envolvidos no processo para que as ações sejam efetivas”, declarou.

Queijo da Canastra e queijo da Região do Serro, em Minas Gerais, além do vinho produzido na região do Vale Vinhedos, na Serra Gaúcha, são alguns dos exemplos de produtos brasileiros com o reconhecimento de Indicações Geográficas.

Aos participantes, Maria Cláudia ressaltou que é importante pensar em logística e uma série de estratégias.

“É imprescindível articular estratégicas de comunicação e marketing desses produtos. É importante que o território se fortaleça e fundamental compartilhar o que é feito em termos de agregação de valor para os consumidores, pois isso traz um diferencial ao produto”.

A especialista ainda mencionou como a organização coletiva pode beneficiar uma região e contribuir de maneira econômica e social ao mencionar a “Rota Cervejeira do Rio de Janeiro” organizada após os deslizamentos de terra que marcaram a região Serrana do estado em 2011.

“Com essa organização coletiva possibilitou que 25 cervejarias de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Guapimirim utilizem a marca da Rota Cervejeira no rótulo”.

O assessor técnico de Exportação da CNA, Rodrigo da Matta, intermediou os debates. 

Durante o evento virtual, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer histórias de sucesso como a da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), da Bahia, que passou a exportar doce para a Alemanha a partir do apoio do Projeto Agro.BR.

Agro.BR – O projeto é um convênio entre a CNA e Apex-Brasil voltado para a internacionalização do agro brasileiro. A iniciativa auxilia empresários do setor, viabilizando negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior, além de diversificar a pauta de exportação brasileira.

Em todo o país, são mais de 900 inscritos no projeto. Se você quer saber mais sobre as oportunidades para exportação, acesse:

cnabrasil.org.br/agrobr/index

Assessoria de Comunicação CNA